quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Polícia prende chefão do tráfico

Rio - O traficante mais procurado do Rio de Janeiro, Antônio Bonfim Lopes, o "Nem", foi preso ontem e da forma jamais imaginada pelas forças policiais: sem o disparo de um único tiro. A prisão ocorreu por volta de meia-noite quando o traficante tentava sair da Rocinha no porta-malas de um carro. Os policiais que faziam o cerco ao conjunto de favelas descofiaram de um Corolla, que descia o morro. Três homens estavam dentro do veículo. Um deles afirmou aos policiais ser cônsul do Congo, outro se apresentou como funcionário do consulado; já o terceiro seria advogado.

Wilton Junior/AEAntônio Nem Bonfim é transferido da sede da Polícia Federal para o complexo penitenciário de BanguAntônio Nem Bonfim é transferido da sede da Polícia Federal para o complexo penitenciário de Bangu
O suposto diplomata se recusou a sair do carro para ser revistado alegando imunidade. Os policias, que faziam uma blitz na região e já haviam parado vários carros, disseram que iriam acompanhar o veículo até a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), que fica na Praça Mauá, na zona portuária, região central. No caminho, o motorista do Corolla parou o veículo junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, próximo ao Clube Naval, onde o trio tentou subornar os policiais. "Primeiro, eles ofereceram R$ 20 mil, depois, R$ 1 milhão para liberarmos eles", contou o soldado Heitor, durante reportagem veiculada pela TV Globo. Heitor é um dos agentes do Batalhão de Choque que abordou o veículo usado na tentativa de fuga do traficante.

"Nem" foi transferido da sede da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde ficará à disposição da Justiça. Ontem, o governador do Rio, Sérgio Cabral, dizia que ele seria transferido para outro Estado. E especulações começaram a ser feitas, inclusive de que ele poderia ser transferido para o presídio federal de Mossoró, considerado um dos mais seguros do Brasil e onde está preso outro chefão do tráfico de drogas no Rio: Fernandinho Beira-Mar.

Em entrevista à rádio CBN, Cabral declarou que o trabalho de pacificação prosseguirá pelos próximos dias e fez um apelo para que os traficantes que ainda estão na favela se entreguem sem resistir. "Esperamos que os marginais não reajam. Esperamos que eles se entreguem, para que a população da Rocinha e do Vidigal possa retomar o mais rapidamente possível a sua rotina", disse.

O governador confirmou que a Marinha já autorizou a participação de fuzileiros navais e de veículos blindados na operação de ocupação da Rocinha e do Vidigal - as duas últimas grandes comunidades na zona Sul da capital fluminense ainda controladas por traficantes.

CONGO

As embaixadas da República Democrática do Congo e da República do Congo-Brazzaville negaram ontem que tenham cônsul honorário no Rio de Janeiro. Nas duas representações, em Brasília, a informação de que um homem preso com o traficante "Nem", apresentou-se como representante de um dos dois países tomou os diplomatas de surpresa. Um cônsul honorário costuma ser uma pessoa ligada de alguma forma ao país que representa, mas não necessariamente de nacionalidade do local.

Também não é um diplomata de carreira. É apenas uma pessoa indicada pelo governo do país para servir de ligação em caso de necessidade, quando não há uma representação diplomática no lugar. Apesar de não ter nenhum tipo de imunidade diplomática, o cônsul honorário é registrado pelo país no Ministério das Relações Exteriores. Mas, na relação oficial do Itamaraty o único registrado é António José Alves Farrajota Ramos, representante honorário do Congo-Brazzaville em Fortaleza.

Polícia analisa último telefonema

Rio (AE) - Após a euforia com a prisão do chefe do tráfico da Rocinha e do Vidigal, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, a última etapa para a ocupação dessas comunidades é a rendição de jovens traficantes que permanecem nas favelas. O perfil violento dessas lideranças preocupa. Com a prisão de Nem, o comando do tráfico nessas comunidades está nas mãos de Leandro Botelho Nunes, o Scooby, e Jorge Araújo Vieira, o Bebezão. Os dois participaram do confronto que resultou na queda do helicóptero da PM no Morro dos Macacos, em outubro de 2009, e fugiram quando a Secretaria de Estado de Segurança instalou uma UPP na comunidade.

A polícia tenta desvendar o teor do primeiro telefonema de Nem após a prisão. Ao falar com a mãe, ele avisou que foi preso e pediu que ela não esquecesse de "levar as crianças para a escola". Investigadores acham que isto pode ser um código para esconder alguma quantia de dinheiro ou a senha para algum recado a ser transmitido aos comparsas que permanecem na favela.

Em Berlim, onde participa de um congresso, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, declarou que gostaria que Nem prestasse depoimento revelando detalhes sobre o esquema de corrupção que garantiu seu reinado por quase uma década na maior favela da zona Sul do Rio. "Gostaria muito que o Nem falasse. Ele tem prestação de contas a dar sobre corrupção de agentes públicos. Isso seria um passo importante ao combate ao tráfico de drogas. Ele conhece os meandros de corrupção", disse Beltrame.

O secretário, no entanto, evitou fixar data para a conclusão das operações na Rocinha e no Vidigal. "Esta operação, que se iniciou há dez dias, ainda não terminou. As informações e os dados que conseguirmos é que vão definir data e horário. Ainda esperamos outros resultados", explicou o secretário.

O comandante do Estado Maior Operacional da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, revelou que uma cisão entre os traficantes antecipou a saída dos criminosos. "Houve discussões entre traficantes da Rocinha e os criminosos de outras favelas que estavam na comunidade", disse Pinheiro Neto. Na quarta-feira à tarde, as prisões de bandidos escoltados por cinco policiais ocorreram após o grupo de traficantes do Morro do São Carlos, liderados por Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, e por Sandro Luís de Paulo Amorim, o Peixe, desconfiar das ordens de Nem, que falava em resistir à ocupação policial, mas tramava a própria fuga.

Advogados do tráfico podem ser expulsos da OAB

Rio (AE) - Portadores de inscrição na seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), os três homens presos com o traficante Nem, já respondem a processo administrativo e poderão ser expulsos da entidade. A OAB-RJ instaurou ontem processo de suspensão preventiva contra eles - que não tiveram a identidade revelada pela Polícia Federal. Caso venham a ser excluídos da entidade, os três ficarão proibidos de exercer a advocacia.

O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, João Baptista Lousada Câmara, explicou que o processo de suspensão contra os três homens será julgado na próxima quinta-feira. Posteriormente, os autos deverão ser remetidos para o conselho seccional da OAB-RJ - que poderá propor, em até 90 dias, a exclusão e o cancelamento da inscrição dos três. "Estou esperando o material chegar da Polícia Federal", disse Lousada Câmara. "Os três terão direito de defesa plena. O nosso dispositivo é quando o ato praticado pelo advogado gera repercussão prejudicial à advocacia".

As embaixadas da República Democrática do Congo e da República do Congo (Brazzaville) - duas nações africanas distintas - negaram ter representações diplomáticas no Estado do Rio. Um dos advogados presos com Nem chegou a se apresentar como "cônsul honorário do Congo no Rio" e recusou-se a ter seu carro revistado por ter imunidade diplomática - segundo a polícia.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada do Congo (Brazzaville) enviou nota negando qualquer relação com o homem preso com Nem. Por telefone, funcionário da Embaixada da República Democrática do Congo informou à reportagem também não ter representação no Rio, mas ressaltou que os diplomatas do país esperariam notificação da Polícia Federal para se manifestar oficialmente.

Nem atua há dez anos no tráfico

Rio (AE) - Preso pela primeira vez, apesar de atuar havia uma década no tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, tem 35 anos e uma única condenação, a oito anos e quatro meses de prisão, por associação para o tráfico, segundo o Tribunal de Justiça. A ele são atribuídos ainda os crimes de homicídio, sequestro e lavagem de dinheiro.

"Nem" entrou para o crime para pagar uma dívida que contraíra com traficantes da Rocinha. Assumiu a chefia em 2005, como sucessor de Erismar Moreira, o Bem-Te-Vi, depois de sua morte. Foi quando deixou de lado a postura assistencialista e passou a ser mais violento e autoritário, inclusive coagindo a população a votar em seus candidatos durante eleições.

A polícia esteve perto dele várias vezes, mas, graças à rede de policiais a quem pagava propina, ele se informava sobre as operações e, protegido por seu "exército particular", armado de fuzil, escapava. Vivia encastelado no alto da favela, numa casa com três andares, TV de plasma, academia de ginástica, piscina e uma bela vista para o mar. Para passar despercebido, "Nem" procurava mudar sempre o corte e a cor do cabelo.

Ele determinou a execução e o esquartejamento de inimigos. Entre suas vítimas estariam a modelo Luana Souza, de 20 anos, e uma amiga dela, Andressa Oliveira, de 25. Luana seria namorada de um policial, por isso teria sido assassinada. As duas sumiram em maio e os cadáveres nunca foram achados.

Estima-se que sua quadrilha tivesse 200 integrantes no morro, onde foi montada uma refinaria de cocaína, de onde saem cerca de 200 quilos de cocaína por semana - por sua localização, em São Conrado, facilmente acessível por cariocas e turistas, a Rocinha sempre teve as bocas de fumo das mais rentáveis do Rio. Em abril, foram apreendidas lá três toneladas da droga. A ação mais ousada foi a invasão do hotel Intercontinental, vizinho ao morro, durante uma fuga de um baile funk, em agosto de 2010.

Greve na USP: veja aqui imagens exclusivas da assembleia

Em uma votação apertada, a assembleia com mais de 3 mil estudantes deflagrou greve geral contra a PM na USP, na noite desta terça-feira (8). Dos 73 estudantes presos pela operação de reintegração de posse do prédio da reitoria, três foram soltos na tarde desta terça e os outros 70 durante a madrugada desta quarta (9), sob o pagamento de quase R$ 40 mil reais de fiança. Em nota, pais dos estudantes presos repudiaram a violência da polícia durante toda a operação.



Durante o dia, pais dos alunos que estiveram na 91º DP criticaram a prisão dos filhos. Para não prejudicarem os jovens, pais e mães não se identificaram. Numa folha de papel escrita por um deles, mandaram a seguinte mensagem:

“Nós, pais de alunos da USP, repudiamos o modo como foi conduzido pela reitoria o processo envolvendo o movimento dos estudantes. Repudiamos a ação repressiva e truculenta das forças policiais no campus da universidade nessa madrugada de terça-feira. Estamos indignados com o fato de que uma instituição educativa utilizar como principal instrumento de solução de conflito social o uso da força policial. Nossos filhos são estudantes e não bandidos e estão em defesa de uma universidade onde existam debates democráticos”, diz o texto.

Os três estudantes soltos sem fiança na tarde desta terça-feira (8) não participaram da ocupação do prédio da reitoria e foram levados "por engano" pela PM à delegacia.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dilma Rousseff confirma visita ao RN no dia 28 de novembro

Em reunião com o vice-presidente Michel Temer e o líder Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, a presidente Dilma Rousseff confirmou hoje (9) sua presença na assinatura do contrato do futuro aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no próximo dia 28.


Presidente Dilma descerá na pista do aeroporto de São Gonçalo.

Na ocasião, o governo do estado e o Consórcio Inframérica - grupo vencedor do leilão do aeroporto - assinarão o contrato de concessão do futuro terminal de cargas e passageiros do Rio Grande do Norte. O governo espera que a obra fique pronta antes da Copa 2014.

O aeroporto norte-rio-grandense é o primeiro a ser construído no modelo de concessão.

A presidente Dilma Rousseff descerá na pista do futuro aeroporto. Além do terminal, Dilma assinará a ordem de serviço para irrigação de 5 mil hectares na chapada do Apodi a ser incluída no PAC 2.


Fonte: nominuto.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

São Gonçalo forma primeira turma do Proerd infantil da região metropolitana





As galerias do teatro municipal de São Gonçalo ficaram tomadas por pais, mães e professores que assistiram à solenidade de formatura de 150 alunos da rede municipal que participaram do 1º laboratório infantil do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência – Proerd, desenvolvido pela prefeitura de São Gonçalo em parceria com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

A solenidade, que aconteceu na tarde de ontem (7), contou com presença do prefeito Jaime Calado, o secretário municipal de Defesa Social, João Eider e a adjunta Rayure Protásio, o presidente da Câmara Municipal, Geraldo Veríssimo e o vereador Joselito Dantas, além de outros secretários municipais, os representantes do Conselho Tutelar e da Justiça, coordenadores, instrutores e representantes da Polícia Militar. O prefeito Jaime Calado destacou a parceria com a PM para a realização do Proerd, ressaltando a importância do programa na prevenção às drogas e à violência.

Em São Gonçalo, O Proerd realizou capacitações para as crianças do primeiro ao terceiros níveis, na faixa etária entre 6 e 8 anos, das escolas infantis Baixinhos Educados, Complexo Dom Joaquim, Élia de Barros, Instituto Brilho do Saber, sendo a primeira turma da Região Metropolitana.

O objetivo do Proerd infantil é, segundo o policial instrutor Alex Adriano, livrar as crianças do acesso às drogas, como também prepará-las para não aceitar presentes de estranhos, segurança pessoal no ambiente familiar, saber quais são os direitos e os seus deveres e como devem se comportar perante aos pais e aos professores.

Os pais e as mães que compareceram ao teatro para assistir a formatura demonstravam satisfação em ver seus filhos participando dessa solenidade. Um deles foi Francisco Lucinaldo, pai da aluna Maria Bruna, do 5º ano da escola Brilho do Saber, do Golandim, que, durante o evento, disse: “estou muito feliz em ter uma criança sendo formada pelo Proerd em parceria com a prefeitura de São Gonçalo”, declarou.

Segundo Rayure Protásio, secretária adjunta de Defesa Social de São Gonçalo, no dia 19 deste mês, haverá na quadra de esportes de Poço de Pedra, às 15h, a segunda formatura de mil alunos da zona rural, que estão participando do Proerd Adolescente.

Fonte: SECOM
Fotos: JB

Violência em São Gonçalo preocupa o prefeito Jaime Calado

Medidas contra a criminalidade serão discutidas em reunião na próxima quinta-feira (10)

Os casos seguidos de execuções, ocorridas no município de São Gonçalo do Amarante, estão preocupando o prefeito Jaime Calado. O combate a violência foi um dos assuntos tratados numa reunião que aconteceu na semana passada na sede do Gabinete de Gestão Integrada com a cúpula da Secretaria de Defesa Social do Estado.

Na manhã desta quinta-feira (10), às 11h30, Jaime vai receber, em São Gonçalo, o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Francisco Araújo e o Delegado Geral de Polícia Civil, Fábio Rogério, para buscar soluções de melhoria da segurança na região. No encontro também estarão presentes o Secretário Municipal de Defesa Social, João Eider e a adjunta da pasta Rayure Protásio.

Entre os pleitos do município está o aumento do efetivo que faz o policiamento em São Gonçalo. A prefeitura conseguiu do governo federal uma área para a construção de um batalhão para a Polícia Militar e de um novo prédio para a delegacia de polícia. Outra sugestão do prefeito Jaime Calado é que seja criada uma nova DP no conjunto Amarante e um posto policial na comunidade de Serrinha para atender a zona rural.

Da redação com SECOM


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Médico é julgado culpado pela morte de Michael Jackson


O médico Conrad Murray foi considerado culpado pela morte do cantor Michael Jackson nesta segunda (7). O júri composto por 12 pessoas chegou a uma decisão unânime após 42 dias de julgamento, dois deles de deliberações a portas fechadas na Corte Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos.


Michel Jackson


O veredicto foi comemorado pelos fãs do "rei do pop" reunidos diante do tribunal californiano. "Nós, o júri, consideramos o acusado Conrad Murray culpado de homicídio involuntário" de Michael Jackson. Quando foi pronunciada a palavra "culpado", se escutou um grito de alegria dentro da sala de audiências, enquanto cerca de 200 fãs de Jackson festejavam do lado de fora do prédio da Corte Superior de Los Angeles. Murray permaneceu sério e não expressou qualquer emoção.

Preso até definição de pena

Murray ficará preso pelo menos até o dia 29 de novembro quando enfrentará uma nova audiência que irá definir sua pena. Seu advogado de defesa, Ed Chernoff, chegou a solicitar que seu cliente aguardasse a decisão em liberdade. Entretanto, após um protesto da promotoria, o juiz Michael C. Pastor considerou o crime inafiançável. "Ele foi julgado e condenado por um homicídio. Não se trata de uma caso de erro médico", afirmou o magistrado.

Pastor justificou a medida ainda apontando a própria segurança do réu, prevendo algum tipo de reação popular. Assim que anunciou a decisão de que Murray seria preso e ficaria sob a guarda do Condado de Los Angeles um oficial algemou o médico enquanto ele ainda estava sentado. Momentos depois, com o anúncio da suspensão da sessão, Murray deixou a sala acompanhado por policiais.

A pena será apresentada apenas em 29 de novembro, mas, além da prisão quase certa, o médico deve perder sua licença profissional.

Histórico


O médico foi considerado responsável pela morte do astro pop por medicá-lo com o forte anestésico Propofol, usado apenas em hospitais e ambientes controlados. Com a carga exaustiva de ensaios para os 50 shows que faria em Londres com a temporada This Is It, a partir de julho de 2009, Michael tinha diversos problemas de insônia e usava a droga para tentar dormir.

Porém, no dia 25 de junho de 2009, o cantor sofreu uma parada respiratória em sua mansão, no bairro de Holmy Hills, em Los Angeles, e foi levado para o pronto-socorro do UCLA hospital, onde já chegou desacordado. Na autópsia ficou comprovado que o cantor morreu por intoxicação da droga, agravada por Diazepam e Lorazepam.

Dias depois, Dr. Murray foi considerado o principal suspeito pela morte do cantor e foi indiciado réu por homicídio culposo, aquele que não há intensão de matar. Nas investigações, foi encontrado no quarto do astro pop diversos fracos de Propofol e outros remédios, além de acessórios hospitalares para a aplicação do remédio intravenoso, como seringas e bolsas de soro. Murray sempre se declarou inocente.

No julgamento, iniciado no dia 27 de setembro, o promotor David Walgren acusou Murray de "grosseira negligência" por medicar o ícone pop com Propofol e não chamar o resgate imediatamente após sua parada. Na apresentação da defesa, o advogado Ed Chernoff alegou que o astro pop se medicou até morrer. Segundo ele, depois de aplicar apenas 25 mg de Propofol, por insistência do cantor, Conrad se retirou do quarto. Michael Jackson, então, teria se automedicado com o anestésico.



Médico de Michael Jackson é culpado pela morte do cantor



Dr. Conrad Murray é culpado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar


Foto: APAmpliar
Conrad Murray
Após seis semanas de julgamento, o júri formado por sete homens e cinco mulheres decidiu na Suprema Corte de Los Angeles nesta segunda-feira (7) que o médico Conrad Murray é culpado pela morte de Michael Jackson. O cardiologista de 58 anos foi condenado por homicídio não intencional ao dar ao cantor uma dose fatal do sedativo propofol para ajudar o popstar a dormir.
A condenação só será decidida oficialmente em 29 de novembro, e Dr. Murray ficará preso até então, sem direito a fiança. O médico foi algemado logo após o anúncio da decisão. Ele pode pegar até quatro anos de prisão e pode perder a licença médica.
Em 25 de junho de 2009, Michael Jackson morreu em sua casa em Los Angeles por overdose do anestésico de uso hospitalar que estaria usando durante os preparativos da turnê "This Is It".
O julgamento começou em 27 de setembro e em 12 de outubro os advogados do médico desistiram do argumento de que o cantor havia ingerido sozinho a dose do anestésico propofol, causa da morte, enquanto ele não estaria por perto. O propofol é um medicamento de uso controlado e o acompanhamento constante do médico que receitava o remédio se fazia necessário em tempo integral. A decisão dos advogados do médico foi anunciada ao juiz que conduz o processo um dia após o laudo da autópsia indicar que Michael não poderia ter tomado sozinho a dose fatal do medicamento, hipóstese em que se baseava a defesa do médico. Ele foi condenado por negligência.
No dia anterior, o médico responsável pela necropsia de Michael, Christopher Rogers, afirmou em depoimento que o astro foi vítima de homicídio. A promotoria questionou o motivo de sua conclusão e ele informou que a dificuldade de Michael em dormir não indicava a necessidade do uso de propofol e ainda que não havia equipamentos de salvamento adequados disponíveis na casa do músico para assegurar a integridade física dele, por se tratar de um sedativo forte. Rogers afirmou ainda que o popstar não sofria de problemas cardíacos.
Foto: Reuters

Foto de Michael Jackson morto

Relembre alguns trechos ditos pela acusação durante o julgamento:
- A causa da morte de Michael Jackson foi overdose de Propofol, remédio administrado pelo Dr. Murray.
- Nós vamos provar que Conrad Murray agiu repetidamente com negligência e incompetência.
- Murray fez fez um esquema com uma farmácia para comprar grandes quantidades de Propofol em uma base regular. Mas ele mentiu para o farmacêutico, dizendo que tinha uma clínica em Santa Monica, e ele não tem.
- Em 10 de maio de 2009, Murray fez uma gravação de voz em seu iPhone que revela que Michael Jackson estava sob a influência de "substâncias desconhecidos" com o médico sentado ao seu lado. Isso mostra que Murray tinha consciência do estado de Michael.
- A polícia foi avisada às 12h20. Quando os paramédicos chegaram, Michael estava morto.
- Murray nunca disse aos paramédicos que ele deu Propofol ao músico, mesmo quando eles o questionaram sobre drogas administradas por ele.
- Os paramédicos afirmaram que Michael Jackson estava morto, mas Murray insistiu para que o transportassem para o hospital.
- Dois dias depois da morte do músico, Murray encontrou-se com detetives da polícia de Los Angeles e divulgou que estava dando doses diárias de Propofol ao astro por mais de dois meses, com o intuito de colocá-lo para dormir. Esta é a primeira vez que Murray revelou isso.
- Murray disse à polícia que ele foi ao banheiro para urinar e quando voltou, dois minutos mais tarde, descobriu que Michael não estava respirando. O Ministério Público diz que deixar um paciente sozinho é considerado abandono médico.
- O promotor encerrou afirmando que Conrad Murray agiu com negligência e não estava pensando no interesse de Michael Jackson, mas sim trabalhando por US$ 150 mil (R$ 276 mil) por mês.

Foto: SplashNewsAmpliar
Randy e Latoya Jackson, irmãos de Michael Jackson, chegam ao Supremo Tribunal de Los Angeles para acompanhar a sentença do médico

Foto: SplashNews
Joe e Katherine Jackson: pais do popstar na chegada à corte

Da redação com agências internacionais


Prefeito Jaime Calado inaugura laboratório de informática e sala multifuncional em Passagem da Vila






Um dia de festa para os alunos da Escola Municipal Lauriete Varela, localizada na comunidade de Passagem da Vila, na divisa com o município de Extremoz. Foi dessa forma que alunos e funcionários comemoraram a instalação do laboratório de informática e sala de ensino multifuncional.

O evento foi prestigiado pelo prefeito Jaime Calado, que estava acompanhado do vereador Eraldo Paiva, o secretário de Educação Abel Neto, a diretora da unidade de ensino, Maria de Fátima, familiares da professora Lauriete Varela, além de outros secretários e servidores municipais.

“Estamos muito felizes por que o prefeito Jaime Calado está cumprido com o compromisso de investir na educação como prioridade. Hoje estamos recebendo duas salas que vão melhorar o ensino dos nossos alunos”, disse Maria de Fátima, diretora da Lauriete Varela.

A instalação do laboratório de informática segue o padrão do demais já implantados em outras escolas da rede municipal, inclusive com ar condicionado. No mesmo modelo foi instalada a sala multifuncional que vai oferecer ensino para crianças especiais.

“A cada ação como essa a gente declara o nosso amor a São Gonçalo e avançamos no nosso desejo de revolucionar a educação do município. A gratidão das pessoas é a prova que estamos fazendo um trabalho sério e eficiente, a prova disso é que aqui nessa escola melhoramos o IDEB”, declarou Jaime Calado.

Fonte: SECOM

Fotos: JB

Prefeitura de São Gonçalo realiza 1ª Feira de Arte e Cultura de Poço de Pedra




A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Fundação Cultural Dona Militana e a Secretaria Municipal de Educação, realizaram no último sábado (5) a 1ª Feira de Arte e Cultura de Poço de Pedra. O evento, prestigiado pelo prefeito Jaime Calado, coincidiu com o Dia Nacional da Cultura, e representou a culminância do projeto “Escola Aberta”, desenvolvido nas comunidades de Poço de Pedra, Bela Vista, Genipapo e Campinas.

Uma estrutura foi montada em frente ao telecentro de Poço de Pedra para a exposição e comercialização das peças artesanais, resultado de meses de trabalho. Jaime que visitou os stands ficou encantado com a riqueza do artesanato produzido. “Um evento como esse mostra um talento nato do povo de São Gonçalo. Aqui só basta um incentivo para que sejam revelados verdadeiros artistas, seja na dança, no artesanato, na música ou em outras áreas”, declarou o prefeito.

O projeto Escola Aberta é custeado com recursos próprios e conta com o apoio do Centro de Projeto e Pesquisa Coco do Calemba, oferecendo oficinas de dança, capoeira, canto, música e artesanato. De acordo com Ivani Machado, coordenadora das atividades ao lado da professora Maria da Conceição, a ideia é construir uma escola transformadora. “O prefeito Jaime Calado determinou que esse projeto fosse desenvolvido para mudar o conceito da educação, onde as unidades de ensino tenham a participação dos pais, e assim possam favorecer a formação de um Arranjo Produtivo Local – APL”, enfatizou.

A Secretaria Municipal de Educação foi a idealizadora e realiza o projeto, que envolve profissionais nas oficinas de dança (Victor Melo), capoeira (professor Mandinga), e flauta (professor José). A próxima etapa do projeto, que começa nos dias 11 e 12 de novembro desse ano, vai abranger alunos e pais das comunidades de Rio da Prata, Utinga, Alagadiço Grande, Barro Duro e Igreja Nova.
Fonte: SECOM
Fotos JB

terça-feira, 1 de novembro de 2011

POLÊMICAS NAS ELEIÇÕES COMUNITÁRIAS DE SANTO ANTONIO DO POTENGI

Clésio Pontes presidente reeleito para Associação Comunitária


O processo eleitoral comunitário de Santo Antônio do Potengi, no município de São Gonçalo do Amarante/RN teve os seguintes resultados nas urnas em 30 de outubro de 2011:

Chapa de nº 01 encabeçada por Márcio e Professora Jussara obteve 116 votos; chapa 02 Clésio Pontes e Joãozinho do cadeado 455 votos; Chapa 03 Edevaldo e Luzia 326 votos; Chapa 04 Deam e Alisson 68 votos; e Chapa 05 Jailson e Marinaldo 68 votos. Votos nulos 91, votos brancos 20. Total de votantes 1.222.

Clésio Pontes eleito presidente da Associação Comunitária de Santo Antonio do Potengi, fez duras críticas aos candidatos da chapa 03 e seus apoiadores. Segundo Pontes, usaram todos os tipos de artifícios no processo eleitoral, desde a vice candidata da chapa que trouxeram da cidade de Passagem/RN, vizinho a Santo Antônio do Salto da Onça, a qual empregou e lançou candidata na chapa 03. Ou seja, cargo comissionado. Pontes afirmou que empregaram outras pessoas da comunidade em troca de votos no período eleitoral comunitário, como também, a distribuição de tijolos e material esportivos. O presidente eleito associa as denúncias a Gisele Moura, Secretária de Bem Estar Social. Após o resultado da eleição a secretária solicitou a devolução de cadeiras e carteiras que estavam à disposição da associação, Clésio questiona essa atitude.

A nossa reportagem entrou em contato por telefone com a Secretária, Gizele Moura, que por sua vez refutou todas as acusações feita por Clésio Pontes:

Primeiro foi categórica em afirmar que nenhum secretário tem poder de nomear ninguém, só o prefeito tem esse poder;

Segundo não apoiou nenhuma das chapas concorrentes ao pleito comunitário, apesar de ter funcionários de sua pasta como também de outras pastas participando de chapas concorrentes;

Terceira jamais distribuiu material esportivo, até porque essa função é da secretaria de esporte e lazer. Nega a distribuição de tijolos em troca de votos, porque sua cerâmica trabalha para manter todas as despesas da parte operacional, funcionário e seus familiares, portanto, não procede as acusações feita pelo denunciante de distribuição gratuita de tijolos no processo eleitoral e afirma que em hipótese alguma isso oconteceu; e

Quarto as cadeiras e carteiras são patrimônios tombados da união do programa bolsa família, por isso tem que ser devolvidas a secretaria.

Nós que fazemos esse portal lamentamos o ocorrido e defendemos que isso sirva como lição e que tal fato jamais se repita. Até porque a união faz a força. Dentro de um processo eleitoral acirrado os ânimos se alteram, mas é preciso mantermos a união em torno do bem para São Gonçalo do Amarante.

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos por entendermos que jornalismo se faz com responsabilidade e imparcialidade.

Da redação por Efigênio Silva


Twitter Facebook Digg Myspace E-mail

 
Headlines